Transbordará?
Catarse
domingo, 30 de março de 2014
Esparso
Transbordará?
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Lembrança
Lembrança lembrete
lembre te te lembre
Pedaço
Embaraço Em Baraço
Braço Abraço
Fragmento Frag Mento
Frag Fragr ância
Infância Importância
Importa Porta
Corta
Conta
Confidência Confi Dência
Confiança
Aliança Ali Criança
Cria Criatividade
Cria Ti Vida De
Cria Vida De Ti
Caixa Cai Xa
Cair Ir
Vir Viver
Ver Rever
Reviver
Relembrar Lembrar
Lembrança
...
lembre te te lembre
Pedaço
Embaraço Em Baraço
Braço Abraço
Fragmento Frag Mento
Frag Fragr ância
Infância Importância
Importa Porta
Corta
Conta
Confidência Confi Dência
Confiança
Aliança Ali Criança
Cria Criatividade
Cria Ti Vida De
Cria Vida De Ti
Caixa Cai Xa
Cair Ir
Vir Viver
Ver Rever
Reviver
Relembrar Lembrar
Lembrança
...
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Imperecível
É noite.
Chove.
Cresci.
Não dançaste comigo a valsa de meus quinze anos.
Nem descobriste o meu primeiro namorado.
Amei.
Desamei.
Sonhei.
Batalhei pelo que quis.
Me frustrei.
Me vi mulher.
E mesmo que não estivesse por perto, sei que de algum lugar me olhava.
As coisas não são mais as mesmas... senti ódio, meu pai. Chorei sem saber como seria o dia de amanhã...
O cansaço do cinza se revelou para mim.
Alguns sonhos se foram, outros ficaram, outros surgiram.
Sonho ser mãe... e sim, lembro-me perfeitamente dos planos feitos quando eu nem imagina sonhar isso.
Não sei se segui a direção que queria... não sei se sentes por mim pena, ou rancor, ou frustração... o que eu sei, é que sinto algo muito além da saudade, algo que não se traduz.
Legou-me uma fé inquebrantável na vida e é isso que me mantém em pé.
Não tarda e já se vão dez anos desde a sua partida...
quanta dor
quanta dor
quanta dor
quanta dor
quanta dor
quanta dor
(...)
Chove.
E sob o respingar das gotas do telhado a minha mão continua inerte, recebendo toda a força vinda dos Céus, como na época em que me carregava nos braços e me mostrava a poesia da vida, que hoje busco só.
Pai...
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Ainda não mais
Ainda hoje eu posso sentir
O chão frio ainda é o mesmo
Não mudou o vento em meu rosto
Gelando as linhas traçadas
No contraste molhado da pele seca
O pequeno círculo manchado no papel também é igual
Os dois... Os três...
Todos eles na realidade.
A pequena gota deixa ver
As letras no verso da página
Não mudou o poema tampouco
O tema persiste, é você.
Será que nada mudou?
A saudade... É a mesma.
A dor? Menor, contida, mas ainda há
Ou não haveria manchas pela folha.
A foto... Ela não está mais na cabeceira
Porém, meus olhos ainda estão fechados.
Meu sorriso não se moveu.
Você ainda me olha, o beijo é eterno...
A felicidade agora tão distante ainda permanece lá.
É... A foto é definitivamente a mesma.
A carta, única que me mandou, só parece mais amassada, mais lida...
Mas ainda está na minha mão
Como se já não tivesse sido decorada.
Então o que mudou? O amor? O significado?
Um pouco... O tempo cicatriza as feridas,
Cria novas. Tudo ganha outros sentidos, mas os antigos não se perdem.
É isso... Perder! Isso mudou.
Sua voz, eu já não me lembro mais como é.
Perdeu-se...
O sabor do seu beijo, o toque da sua mão,
A força do seu abraço, o perfume do seu cabelo molhado,
Seu cheiro quando sai do banho, perdeu-se...
Seu olhar pidão, seu jeito de me segurar bem junto de você.
Perdeu-se...
Os detalhes menores o tempo levou,
Mas o tempo fez questão de deixar
As lembranças e memórias de cada sorriso, de cada alegria,
De cada momento que vivi com você.
Obrigada tempo...
Por não conseguir levar tudo de mim.
Ariel
O chão frio ainda é o mesmo
Não mudou o vento em meu rosto
Gelando as linhas traçadas
No contraste molhado da pele seca
O pequeno círculo manchado no papel também é igual
Os dois... Os três...
Todos eles na realidade.
A pequena gota deixa ver
As letras no verso da página
Não mudou o poema tampouco
O tema persiste, é você.
Será que nada mudou?
A saudade... É a mesma.
A dor? Menor, contida, mas ainda há
Ou não haveria manchas pela folha.
A foto... Ela não está mais na cabeceira
Porém, meus olhos ainda estão fechados.
Meu sorriso não se moveu.
Você ainda me olha, o beijo é eterno...
A felicidade agora tão distante ainda permanece lá.
É... A foto é definitivamente a mesma.
A carta, única que me mandou, só parece mais amassada, mais lida...
Mas ainda está na minha mão
Como se já não tivesse sido decorada.
Então o que mudou? O amor? O significado?
Um pouco... O tempo cicatriza as feridas,
Cria novas. Tudo ganha outros sentidos, mas os antigos não se perdem.
É isso... Perder! Isso mudou.
Sua voz, eu já não me lembro mais como é.
Perdeu-se...
O sabor do seu beijo, o toque da sua mão,
A força do seu abraço, o perfume do seu cabelo molhado,
Seu cheiro quando sai do banho, perdeu-se...
Seu olhar pidão, seu jeito de me segurar bem junto de você.
Perdeu-se...
Os detalhes menores o tempo levou,
Mas o tempo fez questão de deixar
As lembranças e memórias de cada sorriso, de cada alegria,
De cada momento que vivi com você.
Obrigada tempo...
Por não conseguir levar tudo de mim.
Ariel
sábado, 16 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Ciclo
Novamente via-me naquele local: Uma estrada sombria, chuvosa, na qual meu coração temerosamente palpitava. E astuta, observava cada movimento dentre o negrume. Quando ouviria, caminhando sobre a relva, os pesados passos que ecoariam noite adentro? Paralelo ao pensamento, o zunir do sangue em meus ouvidos alertava-me a partir. E que o fizesse logo, pois estavam prestes a chegar, e correr não resolveria, não mudaria o desfecho do espetáculo.
Coloquei-me a caminhar com mais afinco. Quanto tempo restava? Um, quem sabe dois minutos? A lama respingava generosa em meus sapatos, e as árvores estavam a me observar em mudo alarde. Estas conheciam cada ato da peça, estavam ali desde a primeira vez que presenciei aquele cenário. Sabiam exatamente onde aquilo terminaria. Ou melhor, como continuaria, pois nunca houvera remate de fato.
Por fim, a espera se concluiu. O meu velho companheiro havia chegado. E o que começou quase como um murmúrio, em pouco tornou-se estrondosa marcha, que competia compassadamente com o arquejo dos meus pulmões. Ambos os sons formavam em consonância, a ópera composta por pânico e medonho vazio. Vazio, pois afinal, o dono das maciças botas nunca cheguei a identificar. Seria hoje? A curiosidade se resguardava do conhecer. E conforme o frequente incógnito se aproximava, minhas pegadas marcavam o chão com maior constância, e o som abeirava meu corpo, adentrava invasivo as entranhas que me mantinham em pé. Finalmente, iria tocar-me. Senti as pegadas como em mim. O calor da pele, o arfar da respiração. Porém, em um lapso alheio, consegui entrar no fim da floresta. Mas não era formada de galhos e lama, esta dava direto ao começo - começo? - do ciclo ao qual nos submetemos: Eu, e minhas amigas folhosas. Por incredulidade, virei-me. Não havia ninguém em meu encalço. Apenas o velho cenário: A mesma vegetação,céu, céu... Não. Desta vez não havia chuva, sequer luar. Em seus lugares, aguardavam um dia nublado e árvores rubras, que junto à estrada, formavam um ponto de fuga. Ele levava direto a olhos cor de mel, que fitavam-me curiosos, e que abriram-se em um sorriso brando de orelha à orelha. E enquanto perguntava-me o porquê deles estarem ali, as cortinas do onírico espetáculo abaixaram-se, findando-o em pura interrogação.
Coloquei-me a caminhar com mais afinco. Quanto tempo restava? Um, quem sabe dois minutos? A lama respingava generosa em meus sapatos, e as árvores estavam a me observar em mudo alarde. Estas conheciam cada ato da peça, estavam ali desde a primeira vez que presenciei aquele cenário. Sabiam exatamente onde aquilo terminaria. Ou melhor, como continuaria, pois nunca houvera remate de fato.
Por fim, a espera se concluiu. O meu velho companheiro havia chegado. E o que começou quase como um murmúrio, em pouco tornou-se estrondosa marcha, que competia compassadamente com o arquejo dos meus pulmões. Ambos os sons formavam em consonância, a ópera composta por pânico e medonho vazio. Vazio, pois afinal, o dono das maciças botas nunca cheguei a identificar. Seria hoje? A curiosidade se resguardava do conhecer. E conforme o frequente incógnito se aproximava, minhas pegadas marcavam o chão com maior constância, e o som abeirava meu corpo, adentrava invasivo as entranhas que me mantinham em pé. Finalmente, iria tocar-me. Senti as pegadas como em mim. O calor da pele, o arfar da respiração. Porém, em um lapso alheio, consegui entrar no fim da floresta. Mas não era formada de galhos e lama, esta dava direto ao começo - começo? - do ciclo ao qual nos submetemos: Eu, e minhas amigas folhosas. Por incredulidade, virei-me. Não havia ninguém em meu encalço. Apenas o velho cenário: A mesma vegetação,céu, céu... Não. Desta vez não havia chuva, sequer luar. Em seus lugares, aguardavam um dia nublado e árvores rubras, que junto à estrada, formavam um ponto de fuga. Ele levava direto a olhos cor de mel, que fitavam-me curiosos, e que abriram-se em um sorriso brando de orelha à orelha. E enquanto perguntava-me o porquê deles estarem ali, as cortinas do onírico espetáculo abaixaram-se, findando-o em pura interrogação.
Tecitura
O embaraço dessa vida
Esses fios que se cruzam, se abraçam
Se misturam e se encaixam...
Uns fios se cruzam e logo se desatam
Outros se enrolam e envolvem
Num nó cego se amarram
existem aqueles que são finos e frágeis
Parecem estar sempre prestes a arrebentar
outros que são cabos de aço
Fortes e difíceis de cortar
Mas se queres uma história enrolar
Tece agora sua vida
Com aquela que te encantar
Esses fios que se cruzam, se abraçam
Se misturam e se encaixam...
Uns fios se cruzam e logo se desatam
Outros se enrolam e envolvem
Num nó cego se amarram
existem aqueles que são finos e frágeis
Parecem estar sempre prestes a arrebentar
outros que são cabos de aço
Fortes e difíceis de cortar
Mas se queres uma história enrolar
Tece agora sua vida
Com aquela que te encantar
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